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Esporte e Sociedade: O manifesto da Intolerância


por: Gestão e Profissionalismo no Esporte em 01/09/2014


Daniel Júnior *

Há pouco vimos o Brasil chocado com as ofensas silábicas de uma torcedora do Grêmio sob o goleiro do Santos Futebol Clube como fato estarrecedor expostos em todos os meios de comunicação “lidos” até em fotos  que neste momento tornaram-se sonoras.

Até as fotos falaram.

E todos nós escutamos, atônitos ao reflexo de uma sociedade capaz de expor e manifestar suas intolerâncias frente ao momentâneo sucesso de outros desprovidos de tal pela sua incapacidade natural oriunda de uma natureza qualquer: os “ismos”.

A intolerância social cada vez mais emerge na sociedade que associada a materialização da impunidade legal, a busca de todos pela vitória, e a pseudo idéia da construção social transforma todos como seus arquitetos esquecendo-se que há bases legais e morais para tal que regem o status quo.

O esporte é o retrato desta sociedade, cada vez competitiva onde a humanidade disputa num campo minado de emoções e técnicas do jogar, o avanço ao território do outro, e nunca do inimigo, por meio de regras legítimas, assim como no trânsito, nas empresas, nas divergências religiosas ou territoriais.

As praças esportivas, os campos de futebol e os ginásios de esporte deveriam ser locais de busca de entretenimento social para reunião da família e da sociedade no intuito da restauração emocional desgastada pelo problemas laborais diários comuns em toda sociedade capitalista que busca ascensão sócio – econômica.

Ao comprar um ingresso para o estádio de futebol, pois me parece acontecer apenas no futebol ou similares a estes, algumas pessoas pensam que compram a garantia da vitória (e da sua vitória) com certa dose de irracionalidade e movidos pela emoção, e em nenhum momento pensam em desfrutar de um evento esportivo, sendo dessa forma atletas e comissão técnica seus “João-Bobo”, seres inanimados que devem apanhar, cair e levantar para reiniciar esse ciclo  novamente de acordo com sua vontade. Para tais os profissionais do esporte são as marionetes que devem ser comandados por quem paga, eles. Este comportamento humano assim como por osmose apenas muda de ambiente e transfere-se para outras relações sociais do cotidiano, transformando assim: campo de Futebol, terra de ninguém; trânsito, terra de ninguém. educação, terra de ninguém; formação Social, terra de ninguém; segurança Pública, terra de ninguém.

Arquibancadas, estradas, escolas, violência e formação de grupos destituídos de personalidades individuais incapazes de serem regidos pelo bem comum no respeito a humanidade coletiva é o cerne da intolerância dos “ismos”  que não nos importa se pela cor da pele, sexo, inclinação sexual ou origem de nascença retrata o descaso do ser humano com o ser humano.

A autoflagelação da humanidade e a corrosão da sociedade inicia por dentro.

O esporte pode ser uma grande arma de educação social e salvação da humanidade desde que a Educação e a Família façam realmente sua parte.

*Formado em Educação Física pela UNISUL com especialização em Psicologia do Esporte.
Atual treinador das Categorias de Base da Krona Futsal
Colunista do site: Esporte Alto Vale


Por Daniel Junior, 33 anos, formado em Educação Física e Pós Graduando em Psicologia do Esporte, Daniel atuou como atleta até 2005. Depois, como auxiliar técnico, foi campeão da Superliga e Vice-campeão da Liga Nacional por Unisul e Ulbra. Já em 2008 foi analista de jogo e estatístico da Seleção Brasileira de Futsal em 2007 (Jogos Pan-Americanos) e em 2008 (Mundial de Futsal). A partir de 2009 iniciou a carreira como treinador e em por dois anos (2010 e 2011) teve uma passagem marcante pelo Alto Vale. Em Ibirama, Junior alcançou com o elenco o título de campeão da Liga Sul e da Primeira Divisão dos Jogos Abertos de Santa Catarina. Atualmente, é o treinador da equipe de Mafra que disputará a Primeira Divisão de 2013. Colunista do EAV desde abril/2013.

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